O MAPINGUARI
Um curumim
disse pra mim:
– Cuidado
seu moço com o Mapinguari,
No meio da
mata, ele mora ali;
Protege a
floresta de quem vem derrubar,
De que sem
respeito,
Mata uma
árvore,
Dizima a
vida,
Mata por
matar.
Sua alma
sangra, por amor aos bichos,
Em todo seu
tamanho se sensibiliza com as plantas;
Pois cada
ser que foi criado, foi criado por um motivo.
Ele Sabe disso.
Sabe também que
é de homens sem juízo,
De onde sai
o prejuízo;
Não querem
perder nada,
E destroem
tudo para que seu lucro seja maior.
Ele urra,
ele grita, ele luta e guerreia;
Com sua fome
canibal,
Devora o
homem que devora.
Mas acho que
ele foi embora, seu espírito partiu.
Não deu
conta de tanta maldade, por isso sumiu
É uma pena,
é uma pena.
Porque precisamos
dele.
O indizinho
baixou a cabeça e se entristeceu,
Em sua
tristeza não percebeu,
Que eu com
canto da boca sorri;
Não chore
menino,
Mapinguari está
aqui...
Por Rafael Arguelles

Nenhum comentário:
Postar um comentário