A JURA



A JURA

Das matas cerradas ele olha,
Vê as matas serradas e sente a fúria;
Pensa: – Vou mudar o campo da batalha,
Retornar toda essa injúria.
Entraram em minha casa, se aproveitaram dela;
Mataram os bichos do meu quintal,
Vou por fogo na casa deles,
Vão arder como as mechas do meu cabelo;
Vão ter que degustar a chama das minhas ideias.
Chega de brincadeiras... De se perder no mato...
Já estão perdidos...
Com suas armas...
Suas ganâncias...
Sua corrupção...
Em seus escritórios...
Emaranhados já não me entretêm.
Não se enganem!
Pés virados pra trás, mas caminho pra frente;
Corpo e mente.
Pra invadir suas mentes,
Replantando a obra perdida com as cores que me deram;
Do púrpuro das chagas ao índigo do céu,
Entrarei em suas cabeças
Com a ponta de meu pincel.

Por Rafael Arguelles

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