VOLTANDO PRA CASA E UMA
QUESTÃO ESSENCIAL...
Quase doze horas de
viagem, começo a perceber que nenhum carro vem do sentido contrário, chegando próximo
de uma cidade, que fica a 1h de meu destino final, percebi uma grade fila de
automóveis; desci do carro para saber o que estava acontecendo, depois de uma
boa caminhada, percebi que um grupo de estudantes havia fechado a estrada, fui
até lá conversar com eles.
Descobri que, além de
estudarem em uma escola que estava caindo aos pedaços, desde o começo do ano
estavam com apenas duas aulas por dia, faltando pelo menos cinco matérias obrigatórias
em seus currículos escolares; e que entraram em desespero quando souberam que o
governo estadual havia batido o martelo – não contrataria mais ninguém este
ano. Percebi em seus jovens rostos a seriedade de quem não estava ali pra fazer
baderna, mas para chamar a atenção para um problema grave que estava acontecendo.
Uma necessidade básica a todo ser pensante.
Necessidade realmente
ignorada pelos governos – ignorada sim, pois tudo que os políticos fazem pela
educação, sempre cai no campo do paliativo, sempre se “empurra com a barriga”. Sabem
por quê? Porque quando o povo tiver educação descobrirá o voto no NUNCA MAIS;
então a corja que em todos os mandatos se aproveitam da ingenuidade do povo,
NUNCAIS MAIS vai se eleger.
Parado na estrada, com
a família cansada e esperando no carro, mesmo exausto; fiz o que qualquer pai
de família consciente faria, me juntei ao grupo gritando:
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
– QUEREMOS PROFESSORES!
Por Rafael Arguelles
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